As transformações do mercado em um bate-papo com Marco Frade no Trade Talks

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“O fundamental é que se crie relacionamentos saudáveis porque as empresas passam pela vida da gente, mas a gente tem que manter os bons relacionamentos com o pessoal do mercado para fazer bons negócios e bons amigos. Se for só para fazer negócio, é melhor a gente pensar em outro tipo de relação.”

Foi assim que Marco Frade, Head Media, Digital & CRM da Diageo, iniciou a conversa com os colaboradores do Grupo RECORD TV no Trade Talks, realizado na última sexta-feira (11/09).

O objetivo do encontro foi debater sobre o momento atual. Mudanças da economia e do comportamento dos consumidores provocados pela pandemia do coronavírus obrigaram empresas de diversos segmentos a repensarem muitos de seus critérios e práticas.


Um novo jeito de crescer
Com um negócio até então dependente principalmente da experimentação, focado no trade, em bares, restaurantes e eventos, a Diageo se viu em uma situação complexa no início do lockdown.

De acordo com Marco, a companhia entendeu que não dava para trabalhar da mesma forma considerando que a dinâmica do mercado estava mudando, assim como todo um discurso.

Para lidar com isso, a empresa da região Brasil, Paraguai e Uruguai passou a trabalhar com o formato de squads, montadas por objetivo e unindo profissionais de diferentes áreas, como marketing, trade e vendas.


As possibilidades do e-commerce
Além de novas parcerias, o e-commerce tem sido um ponto importante nos negócios.

Marco explica que se o consumidor não vai para o bar ou restaurante, não significa que ele vai deixar de consumir.

Com a quarentena, o número de pessoas comprando on-line cresceu exponencialmente.

Ele ainda ressaltou algumas lições aprendidas nesse novo processo, como a constatação de que ninguém estava preparado para gerar dados específicos de e-commerce e entender esse business.


Força na retomada
O termo da Diageo para esse momento é o “emerge strong”, focando em preparar a companhia para voltar ainda mais forte no mercado.

“A gente volta a partir de outubro de forma bem positiva, celebrando o que a gente precisa celebrar”, afirma o head de mídia.

Renegociações de contratos e tomadas de decisões duras, como a de investir apenas em mídia de performance de março até setembro, fizeram parte do período de adaptação à pandemia, mas Marco Frade destaca novas estratégias e a relevância da TV para esse momento de retorno.

Para ele, a visibilidade é extremamente necessária no cuidado com as marcas do grupo e que a valorização da imagem precisará ser rápida nesse “emerge strong”: “A TV aberta tem uma capacidade de penetração e de trazer construção de marca de uma forma extremamente efetiva. Até que me provem o contrário, não existe outro meio que consiga fazer isso de uma forma tão rápida em termos de curva de eficiência”.


O que vem por aí
Marco também comentou a importância dos profissionais serem cada vez mais multitarefas e que os bons frutos do formato de squads deve ser levado para o business as usual da empresa.

Em relação ao home office, se veio realmente para ficar ou não, ele defende que traz benefícios e que a cultura vai permanecer. Mas não totalmente, pois acredita que a eficiência de equipes depende da lateralidade de conversas e da proximidade olho no olho.